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Já faz um certo tempo que tenho comentado nas transmissões do PHVox sobre a forma completamente distorcida em que a realidade é compreendida pelas pessoas no geral, dei-lhe o nome de “a realidade baseada em impressões”.

Um dos artifícios do movimento revolucionário ao longo dos anos, além de alterar a linguagem, é fazer com que as pessoas não pensem sobre aquilo que lêem, mas que sintam… exatamente, que as pessoas desenvolvam sentimentos pelas informações que recebem: raiva, medo, alegria, compaixão etc. Com isto não existe a necessidade de convencimento pelos argumentos e sim pelo sentimento. Isto é o que pudemos observar desde a tarde do dia 06 de janeiro no mundo inteiro em relação a Donald Trump.

Para compreender como é possível que tantas pessoas estejam sendo levadas por sentimentos, é necessário relembrar de maneira rápida alguns fatos:

  • Após o dia 03 de novembro de 2020 toda e qualquer insinuação de fraude foi taxada como teoria da conspiração pela mídia e as big techs (grande empresas de tecnologia e redes sociais).
  • A imprensa começou simplesmente a censurar praticamente toda e qualquer declaração de Donald Trump, chegando a cortar o presidente da nação ao vivo da televisão em um discurso.
  • As Big techs passaram a coibir de maneira declarada qualquer insinuação à fraude eleitoral, todo gerador de conteúdo que o fizesse passou a ser penalizado.
  • Todas as publicações do Presidente Donald Trump no Twitter passaram a receber “alertas” que desmentiam ou colocavam em xeque o que estava escrito em suas mensagens.

Desta forma, o presidente dos Estados Unidos passou a ser silenciado a cada dia e a narrativa ficou a cargo de um grupo reduzido de no máximo 20 pessoas no mundo inteiro que controla o fluxo de informação global: Redes Sociais, agências de notícias e fundos de investimentos em comunicação e tecnologia, fato exposto até mesmo por jornalistas abertamente esquerditas, como Gleen Greenwald:

Um punhado de oligarcas do Vale do Silício decide quem pode ou não ser ouvido, incluindo o presidente dos Estados Unidos. Eles exercem esse poder unilateralmente, sem padrões, responsabilidade ou apelo.

A política agora está implorando que eles silenciem os adversários ou permitam que os aliados falem

 

Desta forma, todo o fluxo da versão apresentada ao público tornou-se uniforme, com o mesmo “clima” e veredito: Donald Trump não aceitou perder o cargo, é um mau perdedor e quer dar um golpe na democracia. (guarde este trecho)

Aqui é preciso, como muito bem dito no ditado popular: separar alho de bugalhos. Você contestar o resultado de uma eleição – baseado em testemunhos de centenas de pessoas que trabalharam na apuração dos votos, vídeos de fraudes, relatórios do sistema de contagem, votos registrados por pessoas que morreram há mais de 80 anos – não faz de você um anti-democrático, ainda mais quando você busca todos os meios legais das instituições constitucionais para isso.

Donald Trump tentou todos os meios legais que lhe eram possíveis: Supremas cortes estaduais e a Federal (nenhuma aceitou sequer julgar os casos), casas legislativas estaduais entre tantos outros meios. Boa parte do seu eleitorado e até mesmo alguns democratas começaram a perceber que algo realmente não estava certo e engrossaram o coro nas redes sociais e nas ruas. Protestos foram marcados e diversos discursos ocorreram, todos sempre de maneira ordeira e pacífica.

Mas a mídia não mostrava absolutamente nada disto, suas manchetes traziam impressões baseadas nas narrativas: Golpe, mau perdedor, anti-democráticos.

No dia 06 de janeiro de 2021, centenas de milhares de americanos foram para a capital do país, participaram de discursos de líderes da campanha de Trump e, claro, do próprio Presidente.

Os canais do youtube que transmitiram o evento registraram o povo cantando, dançando, cantando o hino americano e diversas expressões de sentimento por uma causa, mas em momento algum violência, raiva ou palavras que ameaçassem qualquer instituição americana.

Infelizmente houve uma invasão de pessoas ao Capitólio, quebrando algumas janelas e com uma mulher sendo morta com um tiro a queima roupa por um policial do congresso americano.

Isto foi o suficiente para que a mídia alardeasse que Donald Trump tinha feito discurso – que a imprensa não mostrou – incitando os manifestantes a atacarem o congresso americano, coisa que ele não fez em momento algum de seu discurso, muito pelo contrário, pediu a seu vice que tivesse coragem para fazer o que era certo e dentro dos limites da constituição americana. Mas lembre-se da nossa premissa ao início deste texto: As pessoas não devem pensar, ela devem sentir a notícia.

A maioria dos veículos de imprensa começaram a repetir insistentemente o mesmo discurso, mostrando imagens de pessoas invadindo a sede do congresso americano, com chamadas em letras garrafais na tela acusando o presidente americano de ter incitado a violência. Enquanto a violência ocorria o presidente americano gravou vídeo nas redes sociais repudiando o ato, declarando que seus apoiadores prezavam pela lei e a ordem (um dos seus lemas de campanha) e que aqueles que estivessem no capitólio voltassem para suas casas.

Mesmo assim, os oligarcas da comunicação do Século XXI e detentores das redes sociais decidiram que Donald Trump deveria ser silenciado. Todas as suas contas em redes sociais foram suspensas: Facebook, Instagram e Twitter.

Nenhuma rede de televisão procurou o presidente americano para ouvir a sua versão dos fatos. Nenhum jornalista procurou o presidente em Washington e na Casa Branca por uma declaração. O presidente Trump foi simplesmente cancelado da existência midiática.

Porém, a tecnologia faz com que cada pessoa no mundo com um telefone celular seja um repórter amador e diversas imagens mostram que o Capitólio foi praticamente aberto para que os manifestantes entrassem pela porta da frente. Enquanto em outras partes, um pequeno grupo violento entrava em confronto com um pequeno grupo de policiais com uma barreira de segurança absolutamente frágil.

As fotos começaram a vazar, e diversos elementos deste pequeno grupo violento foi identificado nas redes sociais como membros dos movimentos de esquerda-revolucionário: Antifas e Black Lives Matter.

Costumo sempre frisar que análise política é construída através de questionamentos e não de respostas, desta forma, finalizarei este artigo com algumas perguntas das quais precisamos buscar respostas:

  • A grande mídia estava “preparada” para disseminar a narrativa do Trump agitador?
  • Os congressistas sabiam desta armadilha? (afinal, utilizaram-se muito do acontecido para massacrar Donald Trump)
  • Os agentes infiltrados nas manifestações agiram como “lobo solitários” ou obedeciam a uma cadeia de comando?
  • Donald Trump caiu como um peixe na rede de seus inimigos no dia 06 de janeiro?

Como uma vez disse Winston Churchill:

Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir.

O tempo é o senhor da razão…