A destruição da linguagem é feita para que as pessoas sejam cada vez mais incapazes de ler e entender qualquer texto de outra época, não somente nos dias atuais. As palavras não se refirirão aos mesmos objetos, sendo assim uma língua inacessível para quem lê.

Não será preciso mais queimar livros, ciminalizá-los ou proibi-los, como feito por Mao Tsé Tung na revolução cultural chinesa. A partir deste momento, somente uma “elite intelectual” selecionada pelos “donos do poder” terá o poder de condução de fala e representatividade.

Os conhecimentos destes será o suficiente para seus “seguidores”, não importando a origem das ideias, as intenções por trás ou mesmo a finalidade do discurso em si. Tornando o cidadão comum um mero repetidor de jargões e frases de efeito inócuas.

Todos repetirão chavões e as palavras deixam de ter o significado em si, ou seja, em um debate de ideias fica impossível as partes entender-se, pois cada palavra serve ao sabor de quem fala, e não o que ela significa. A comunicação torna-se um campo minado.

Note como os revolucionários possuem um dialeto próprio onde uma palavra abarca um emaranhado de ideias que nada tem haver com a palavra em si: Pluralidade, representatividade, igualdade, democracia, estado democrático de direito, qualquer coisa social, etc.

Assim, qualquer informação que fuja da real sentido de seu dialeto, ou que seja empregado com o real sentido é motivo de histeria e ranger de dentes. Acontece o tal sequestro da amígdala, onde este sujeito: Irá rir de deboche para sentir-se superior ou lhe ofenderá.

A maioria destes sujeitos nem sequer sabem ao certo o significado de tais palavras ou conceitos aplicados de modo subversivo. Porém os utiliza para sentir-se inteligentes e aceitos por seu grupo.

Quando na verdade acabam por tornar-se o “Imbecil Coletivo” do professor professor Olavo de Carvalho, ou se preferir o “homem massa” de Ortega y Gasset.

Para Ortega y Gasset, o homem-massa é uma forma de ver o mundo. Ele apresenta o século XX como a era do homem-massa, como o ser humano previamente esvaziado de sua própria história, a história de sua origem, nação e sem entranha de passado. Sendo desta forma uma pessoa maleável e influenciável. O homem-massa só tem desejo: pensa que só tem direito e não acha que tem obrigações. É um sujeito sem obrigações de nobreza.

Desta forma é possível percebermos o papel crucial da destruição da linguagem neste teatro, pois quem não consegue se comunicar, não consegue expressar o que pensa, não consegue registar o que vê e muito menos entender o que foi deixado pelos gigantes do passado, aliás… só por dizer passado, para muitos já tornam estes gigantes descartáveis.

Bem-vindos à era do progresso e da modernidade.