Pouco mais de 7 mil homens em 480 a.c. mostraram ao mundo o que é o verdadeiro significado de liberdade e coragem durante as guerras Persas. Esse contingente fora liderado pelo Rei Leônidas de Esparta, seus 300 guarda-costas e homens de poucas cidades-estados gregas, como, por exemplo, Corinto e Arcadia. Esses homens marcharam para os “portões do inferno”, apelido carinhosamente da passagem das Termópilas, um lugar estreito no Golfo de Malis onde, de acordo com evidências históricas, apenas uma biga conseguia passar.

A batalha era contra o Rei Xerxes I, que objetivava a vingança pela morte de seu antecessor e a conquista de toda Grécia para viver sob domínio Persa, esse último plano seguia os desejos do Rei Dario – seu predecessor. O efetivo Persa era estimado por volta de 70 mil soldados que foram enviados por obrigação, e não por lealdade ao seu Rei, ao contrário dos homens liderados pelo Rei Leônidas que lutavam pela liberdade de toda a Grécia.

O desfecho final é sabido por todos, as forças gregas resistiram com poucas baixas enquanto os persas sofreram pesadas perdas em seu efetivo. Entretanto, o cenário mudou após a notícia de traição por parte de um grego chamado Efialtes, o que levou a maioria do efetivo se retirar porque indubitavelmente o massacre que estava por vir. Contudo, os espartanos e poucos homens ficaram, batalharam e morreram pela liberdade de toda a Grécia.

Você pode estar se perguntando qual a relação da Polônia com a batalha das Termópilas, momento que ficou marcado na história da humanidade. Entretanto, fique calmo e continue me acompanhando, porque explicarei nos próximos parágrafos.

Atualmente, vemos a crise que se instaurou nas fronteiras da Polônia com a Bielorrússia, na qual, inúmeros refugiados tentam adentrar na Polônia e, consequentemente, na União Européia. Os poloneses veementemente defendem sua soberania e território, enquanto os bielorrussos também não os querem em suas terras. Um barril de pólvora que precisa de apenas um incidente para deflagrar um conflito em cadeia inimaginável em nossos dias.

Agora, convido-lhe para fazer uma reflexão, caro leitor. Coloque-se no lugar de um polonês médio, pai de família, de religião católica, que viveu sobre o domínio dos comunistas e há pouco respira o ar de liberdade desse regime sanguinário e criminoso que solapou milhões de vidas apenas em Holodomor. Infelizmente para esse homem, seu país está inserido na União Européia, esse Leviatã criado primeiramente com o intuito de ser apenas uma zona econômica de livre comércio, mas que atualmente mostra-se cada vez mais um governo que busca o domínio total das nações que compõe o bloco, retirando toda e qualquer identidade nacional e, principalmente, independência.

Esse pai de família, que rejeita as pautas progressistas que estão sendo forçadas em todo o ocidente por institutos e organismos internacionais, pautas essas, que são completamente opostas a doutrina católica e ao estado ordenado do homem. Ideologia de gênero, assassinato de bebês nos ventres das mães e a agenda 2030 – que embora seus objetivos venham com nomes bonitos, possuem em sua essência a submissão do homem e a planificação de toda a sociedade- são apenas alguns exemplos dessas pautas.

Se esse polonês olhar para um lado, ele observa a restauração da antiga URSS. Do outro, ele se depara com os globalistas que estão dispostos a ajudar com a condição de sua rendição para a agenda 2030.

Muitos se questionariam o que fazer nesse momento, para onde correr, ou que seria menos pior. Essa pergunta para a maioria dos poloneses é fácil de responder. Eles escolheram outra saída e eles demonstraram isso nos últimos dias, eles preferiram seus valores católicos e raízes cristãs, e todos os países que compõem o Ocidente deveriam olhar e se espelhar na bravura e coragem desses homens.

A Polônia até o momento não se submeteu a nenhuma pressão de nenhum dos lados e o seu presidente assim como seu primeiro-ministro, que representam o polonês médio, não apenas enviaram milhares de soldados para a fronteira para conter esses refugiados e defender a sua nação como foram até lá. Além disso, inúmeros voluntários procuraram o exército polonês, se integraram a linha de frente e receberam a benção de um padre durante esse processo – uma foto emblemática, digna de fazer parte da história do século XXI.

Os poloneses até o momento mostraram a mesma coragem em defender a sua liberdade, a sua soberania, os seus valores e raízes cristãs. Assim como os espartanos fizeram nas Termópilas. Ambos não retrocederam e mostraram ao mundo que a sua liberdade é inegociável.

Que os homens do ocidente possam usar esses bravos poloneses como exemplo, para que não se esqueçam de onde vieram, não ignorem seus antepassados que lutaram nas cruzadas e de Santos da Santa Igreja Católica, como, por exemplo São Tomás Moro que, no século XV, ficou prisioneiro, depois morreu por não renegar a Santa Igreja Católica.

Atualmente, vivemos um ataque diariamente sobre todas as nossas bases civilizacionais, seja na tentativa de mudar o comportamento, de transformar o que é anormal em algo comum, de reescrever a história, ou a demonização direta; e a principal base que temos é a crença no transcendente.

Uma vez que deixamos de acreditar que somos dependemos de Deus, ou que deixamos de crer na existência Dele, estamos passíveis a acreditar e aceitar qualquer coisa. Dessa forma, convido-lhe a fazer uma reflexão: o quão distante das suas raízes você está?