O brasileiro comum tem diante de si umas das maiores e imediatas lutas por sua liberdade. Após o desfecho do período eleitoral, na esperança de que o Foro de São Paulo não tenha retornado ao poder, voltemos nossa atenção para as agendas climáticas e ESG que tomarão nossa liberdade de forma definitiva através da modificação do comportamento da sociedade.

A agenda verde/ESG que assola o mundo apresenta-se de diversas maneiras, seja pela sugestão de uma “segunda-feira sem carne” até a redução de investimentos em projetos energéticos relacionados a combustíveis fósseis[1] (1), o que gera um aumento direto nos preços pagos por combustíveis, materiais derivados de petróleo (2), polímeros, indústria pesada (3), e em toda a cadeia produtiva (4).

O ataque às liberdades perpetrado por tal agenda não está restrito a economia, ele ocorre principalmente nos campos científico, educacional e cultural. De forma simplificada, o ataque no campo científico ocorre através do silenciamento e redução de orçamento de projetos para aqueles que questionam e ou apresentam fatos científicos diversos daqueles celebrados pela ciência dominante (mainstream science). A ação verde no campo educacional é semelhante à do campo científico, há um uníssono de conteúdos que demonizam por exemplo moléculas essenciais à vida como o dióxido de carbono e outros compostos nitrogenados tão necessários ao desenvolvimento de plantas.  Um exemplo simples encontra-se nos gráficos abaixo. Os dois primeiros gráficos mostram os níveis de CO2 próximo ao período industrial. O tempo é expresso em mil anos, porém em climatologia, a escala temporal deve ser de milhões de anos, como representado no gráfico 03. Ou seja, os propagadores da agenda verde apresentam apenas um dos dois primeiros gráficos como forma de validação das teorias alarmistas que pregam o aquecimento global e/ou mudanças climáticas. Os dados do gráfico 03 mostram que estamos atingindo os níveis de CO2 mais baixos próximos ao limite de inanição para plantas e algas que tanto dependem do CO2 para a fotossíntese.

Gráfico 1
Gráfico 2
Gráfico 3: Os dois primeiros gráficos mostram os níveis de CO2 próximos ao período pré-industrial numa escala de mil anos. O último gráfico mostra os níveis de numa escala de milhões de anos (5), (6), (7).  

No campo educacional, a narrativa verde mostra seus tentáculos nos lugares mais inusitados como o site da NASA para crianças (Climate Kids NASA) que também mostra um “aumento” nas emissões de CO2 entre 2002 e 2022 apenas (8), omitindo que a correta avaliação ocorre considerando os números a partir do período pré-cambriano. Nas imagens abaixo, as informações causam engano pois, na urgência de indicar um aumento nos níveis de CO2 omitem todo o período anterior em que as concentrações são superiores a 1000 ppm[2]. De acordo com o site da NASA para crianças, “Esta série temporal mostra mudanças globais na concentração e distribuição de dióxido de carbono desde 2002 em uma faixa de altitude de 1,9 a 8 milhas. As regiões de amarelo a vermelho indicam concentrações mais altas de CO2, enquanto as áreas de azul a verde indicam concentrações mais baixas, medidas em partes por milhão.” É fato que se as informações incluíssem os dados a partir do período pré-cambriano, as duas imagens abaixo estariam descritas em tons de azul, ou seja, mostrando concentrações mais baixas.

Os gráficos mostram os níveis de CO2 em 2002 e 2022 respectivamente. Adicionalmente temos uma captura de tela do site (8).

O condicionamento social ocorre desde a infância, quando indivíduos são treinados para absorver ideias sem criticá-las, inclusive aceitando o sacrifício da própria liberdade para “salvar o planeta”. Crianças são iniciadas no alarmismo climático desde cedo, seja a partir da falácia dos níveis de CO2 num site respeitado como o da NASA, seja através das falácias propagadas contra a agricultura, com os créditos de carbono (9).  

Se, de acordo com os propagadores do alarmismo climático, é preciso apenas uma aldeia, sigamos o exemplo do reino das Astúrias, resistindo dessa vez contra o alarmismo verde.


Referências citadas

1. Metro News The voice of west Virginia . Mooreleads 15 statesaginst reduction of fossil fuel investments. Metro News. [Online] 11 2021. https://wvmetronews.com/2021/11/23/moore-leads-16-states-against-a-reduction-of-fossil-fuel-investments/.

2. TecnonOrbiChem. Natural Gas price rise: Impact on Chemcials Industry & Supply chains. Tecnon OrboChem. [Online] 09 2022. https://www.orbichem.com/blog/natural-gas-price-rise-impact-on-chemicals-industry-supply-chains.

3. Reuters. Reuters – Energy. Soaring gas prices ripple through heavy industry, supply chains. [Online] 09 2022. https://www.reuters.com/business/energy/soaring-gas-prices-ripple-through-heavy-industry-supply-chains-2021-09-22/.

4. Maersk. Fuel prices on the rise affecting supply chains. Maersk logistics insights. [Online] 06 2022. https://www.maersk.com/insights/resilience/fuel-prices-affecting-supply-chains.

5. NASA. Global Climate Change – Vital signs of the planet. carbon dioxide . [Online] 09 2022. https://climate.nasa.gov/vital-signs/carbon-dioxide/.

6. CO2 levels . Global CO2 levels. [Online] 2022. co2level.org.

7. CO2 Coalition . Climate facts. Current CO2 levels are near record lows. We are CO2 impoverished. [Online] 2022. https://co2coalition.org/facts/current-co2-levels-are-near-record-lows-we-are-co2-impoverished/.

8. NASA. Nasa Climate Kids. The C,limate Time Machine. [Online] https://climatekids.nasa.gov/time-machine/.


Notas de rodapé

[1] Combustíveis fósseis – derivados de petróleo, gás natural e carvão.

[2] ppm = partes por milhão