O movimento revolucionário corporativo apresenta novamente suas “garras”. O Burguer King lançou campanha para recrutar atores do comercial vetado pelo Banco do Brasil, parte da internet aplaudiu de pé.

 

Vamos ao contexto geral

O primeiro ponto é a “resposta” do hamburgueria ao banco (ou ao governo), pois bem, o BB é uma empresa estatal e existem prioridades mais urgentes do que um comercial para agradar uma parcela esquizofrênica da sociedade. Parcela está que possui a necessidade de expor a sua libido acima de tudo que precede as necessidades básicas de qualquer sociedade, principalmente quando o tema pode ser englobado ao orifício anal alheio, mas deixo este tema para tratar em detalhes em texto futuro.

Lembrando SEMPRE que o BB é um ativo – ou passivo – público.

O Burguer King já vem por um certo tempo emplacando pautas progressistas e “dinâmicas” em suas propagandas no Brasil: Feminismo, Poligamia, Militância sexual entre diversas pautas destoantes do senso comum da maioria da população brasileira. Até aí tudo bem, podemos argumentar que a empresa é privada e faz o que bem entender, argumento que é correto e pautado nas regras democráticas. Porém existe muito mais para analisar por trás disto.

Qual o “pulo do gato” do movimento revolucionário corporativo?

É importante notar as nuances que estão por trás da ação do Burger King, sempre comento sobre a forma que as empresas chegam a este ponto, saindo do objetivo fim de sua atividade. Não trata-se de uma ação da empresa como um organismo único, mas de peças importantes dentro de sua estrutura, tudo isto tem origem primária no sistema educacional e principalmente universitário, onde diversos estudantes são levados a sonhar – e acreditar piamente –  com o mundo do “socialismo e liberdade”.

Após formarem-se, muitos destes novos profissionais passam a viver em uma grande bolha social, onde todos possuem os mesmos ideais indo claramente na contra-mão da pluralidade de ideais que tanto é pregado dentro das universidades.
Como em qualquer lugar do mundo, profissionais indicam candidatos à vagas nas corporações e após entrarem nas empresas vão galgando posições hierárquicas e assumindo os postos de decisões dentro das corporações – e consequentemente trazendo mais pessoas com a mesma cosmovisão – assim as “aparelhando” por dentro, transmitindo suas visões políticas como uma visão da corporação.

O professor Olavo de Carvalho apresenta um grande exemplo deste processo do qual foi testemunha ocular nos anos 70: a tomada de espaço e o aparelhamento das redações de jornais e sindicatos de jornalistas (clique aqui para ver o depoimento).

O fato curioso em tudo isto é que muitos por viverem na já citada bolha social, acreditam realmente que estão falando para uma maioria que louvará a ação e terminam por alimentar o Che Guevara revolucionário dentro de cada um deles, sentem-se como paladinos da revolução, achincalhando junto ao público a imagem da empresa em que trabalham.

Como isto impacta a empresa?

O Burger King deixou que assumissem por ele lugar na briga que não lhe pertence, afinal seu objetivo é: vender hambúrguer para quem tem fome e possa pagar por ele. Todavia a multinacional dos EUA – berço do liberalismo econômico –  foi “encaixada” em um movimento revolucionário corporativo, regado a sabores do marxismo cultural, ideologia esta que já mostrou em diversas oportunidades e países o seu resultado final: Estatização, fome, inflação e a vender seu produto apenas para uma elite privilegiada. Duvida? Pesquise sobre empresas estrangeiras na Venezuela e Bolívia nos últimos anos.

Por fim, vivemos em um mundo capitalista e de livre mercado, somente no Brasil no mínimo 57 milhões de pessoas (quantidade de votos conquistados por Jair Bolsonaro) podem escolher comer no Bob’s, McDonald’s etc. Por em cheque suas vendas e imagem por capricho de duas dúzias de funcionários do departamento de marketing é um risco grande.

Afinal, seja conservador, isentão, socialista ou comunista: Todos tem fome e podem comprar hambúrgueres livremente no Brasil.