Que coisa terrível.

Oh, que coisa terrível

parecia fazer aquele homem.

Todos olhavam, se cutucavam e apontavam.

— De que se trata?

Perguntavam os desavisados,

que de longe forçavam as vistas

para ver o conteúdo que o indivíduo portava.

 

Ah, que coisa assustadora

parecia fazer aquele homem.

Poucos tinham visto algo igual,

mesmo os que viram em outrora

se espantavam com a cena.

— Se acha melhor que nós?

Pensava aquele inconsciente coletivo,

calado, mas não em silêncio.

 

Ora, mas que coisa espantosa

parecia fazer aquele homem

segurando aquele objeto belo e temível…

poucos tinham algo igual em suas casas

(pobres almas embrutecidas)

— Quem ele pensa que é?

Ecoavam os pensamentos da massa

que seguia indignada pra cima e pra baixo

 

A despeito de tudo,

continuava aquele homem ali,

severo, calado, de pernas cruzadas,

a ler o seu livro… em paz.

Escrito por

Anderson C. Sandes

7 Artigos

Poeta, autor de Baseado em Fardos Reais, organizador da Antologia “Quando Tudo Transborda”. Graduado em Pedagogia.
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