CUBA: O que podemos encontrar atrás da cortina?

CUBA: O que podemos encontrar atrás da cortina?

O mundo foi pego de surpresa com imagens inimagináveis neste domingo dia 11 de julho de 2021: Cubanos tomando as ruas em revolta contra o governo comunista que controla a ilha desde 1959. Porém o que mais surpreendeu o mundo foi a forma com que tudo desenvolve-se rapidamente em um curto espaço tempo.

As primeiras imagens começaram a correr as redes sociais com o povo marchando pelas ruas, gritando palavras de ordem e acuando policiais sem equipamentos ou mesmo treinamento em pequenas cidades. Nas primeiras horas dos protestos, as notícias davam conta que oito cidades estariam tomadas por manifestantes, em pouco mais de três horas o número subia para vinte e cinco. O governo cubano imediatamente corta os telefones e o precário sistema de internet.

Em seguida o ditador comunista Míguel Díaz-Canel vai para a televisão estatal e convoca nominalmente os revolucionários comunistas a irem às ruas e defender a manutenção do regime. Díaz-Canel literalmente convoca uma guerra civil aberta na ilha.

Em seguida, mesmo com o país sem internet e telefonia, começam a chegar imagens de marchas favoráveis ao regime comunista, com quadros de Fidel Castro e Díaz-Canel de máscara, de peito aberto, marchando com o “povo”. Ao analisarmos com mais atenção as imagens, observamos que o ditador está cercado por agentes de seu serviço secreto e militares à paisana, todos armados. Mais uma peça de propaganda para os jornais internacionais fabricada pelo regime.

O governo cubano, através de sua diplomacia, acusa oficialmente os EUA como responsáveis e promotores da insurgência. Neste ponto temos os fatos que precisam de uma maior atenção neste momento de grande importância na história do continente americano:

  1. Enquanto o ditador cubano marchava às ruas e dava entrevista para alguns jornalistas, membros do partido cubano saiam da ilha ou enviavam suas famílias para fora de cuba.
  2. Surgem as primeiras imagens de fotógrafos de agências internacionais sendo agredidos por agentes do regime.
  3. O povo cubano marcha pelas cidades a pé e tentam dirigir-se para a capital Havana. Na capital, muitos cercam a sede do governo e também a sede do partido comunista cubano.
  4. Em Miami a comunidade cubana vai às ruas protestar e na Argentina manifestantes vão para os portões do consulado cubano.
  5. Surge a notícia que Raúl Castro deixa a ilha durante a noite com destino à Venezuela (informação que dificilmente será confirmada oficialmente), país que serve por décadas como o núcleo duro de operações da inteligência cubana e braço operativo de ações do Foro de São Paulo.
  6. Já na segunda-feira, 12 de julho, a Venezuela vira o centro das atenções: Juan Guaidó vem a público denunciar que um de seus principais colaboradores, o deputado Freddy Guevara fora preso e levado por milícias bolivarianas de Maduro, sem mandado, sem motivo e em suma arbitrariamente sequestrado. Guaidó informa que também foi vitima de tentativa de sequestro, que quando já estava rendido por homens encapuzados, seus vizinhos e pessoas próximas começaram a protestar e acuar seus captores para defendê-lo. Aqui temos novas perguntas:
    • Seria a população desarmada o suficiente para barrar as forças de Maduro?
    • Esta desistência não seria um comando externo barrando o próprio Maduro? Tendo em vista que sequestrar o presidente reconhecido por dezenas de países pelo mundo, incluindo a União Europeia, poderia ser catastrófico diplomaticamente para o regime, tornando impossível qualquer tipo de apoio direto ou indireto de seus principais parceiros diplomáticos: Irã, Turquia, China e Rússia.
    • A possível fuga de Raúl Castro para a Venezuela, não teria sido exatamente para articular apoio e meios de salvar o regime acuado dentro da ilha de Cuba? Afinal, a Venezuela é o principal posto logístico do Foro de São Paulo, e base de negociações de minérios e drogas (esta operada pelos generais do exército Venezuelano, conhecido como Cartel de Los Soles).
    • Importante ressaltar que Juan Guaidó estava em negociações com a administração Biden e com o Regime de Maduro para a realização de eleições “limpas”. Em meio ao desespero para salvar o regime cubano, Maduro teria tentado arrancar informações de um possível golpe orquestrado pelos EUA de Freddy Guevara e Juan Guaidó?
  7. Neste interim, surgem notícias de que o ditador Díaz-Canel estaria em contatos diplomáticos com a Rússia de Putin, coincidentemente a televisão estatal russa (RT) passa a ter um link direto e imagens da Ilha.

Como podemos analisar caro leitor, existem muitos pontos importantes a serem observados e que precisamos procurar respostas, todavia, a propaganda comunista cubana foi derrubada por um povo desarmado, faminto e acuado, expos ao mundo que Cuba não é a potência da medicina e da educação. Mostrou que suas forças policiais tiveram que enfrentar o povo com pedras e não com pólvora em diversas regiões do país.

Neste momento, todas as lideranças políticas ligadas ao FORO de São Paulo permanecem em silêncio em toda a américa latina: Bolívia, Argentina, Brasil, Chile, México, Nicarágua etc. No Brasil, nenhum político ativo do grupo comenta sobre. O compasso é de espera, mas… espera do quê? Espera de quem? A Venezuela está ativa, talvez sob o comando de Raúl Castro e possivelmente de outras potências revolucionárias citadas acima.

Encerro este pequeno artigo, que traz mais reflexões do que respostas com uma única certeza: Estamos vivenciando um momento histórico do século XXI e assistindo possivelmente o regime comunista cubano cair de podre nas mãos de um povo faminto, falido, doente e praticamente com a roupa do corpo.