Raio-x das eleições no Peru

Última atualização:

Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori vai garantindo uma vitória apertada no segundo turno contra o revolucionário Pedro Castillo.

Quem é Pedro Castillo

– Chama a atenção o perfil marxista clássico, pré 1950 de Castillo:

– Líder sindical 

– Professor universitário 

– A favor de regulamentação econômica pelo estado com grandes aumentos de orçamentos.

Todavia conta com pautas que são as principais bandeiras dos conservadores no ocidente, sendo contra:

– Legalização do aborto

– Casamento homossexual 

– Eutanásia

– Ideologia de Gênero 

Um candidato como este no Brasil infelizmente iria levar muita gente para as fileiras revolucionárias de esquerda.

Dentre suas pautas estavam a convocação de uma nova constituinte (ocorrida no Chile 🇨🇱 e sendo forçada na Colômbia 🇨🇴), sendo a atual constituição herança de Alberto Fujimori, pai de sua adversária nas urnas.

Quem é Keiko Fujimori

Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Peruano Alberto Fujimori possui uma longa história na política Peruana.

Em 1994, aos 19 anos de idade, ocupou o cargo de primeira dama do País em virtude do divórcio de seus pais naquele ano. Keiko cumpria toda a agenda que cabia a primeira dama nacionalmente e internacionalmente.

Nos anos 2000 após completar seus estudos nos EUA, volta ao Peru e concorre ao legislativo em 2006 sendo eleita. No ano de 2008 funda o partido Fuerza 2011 (atual força popular) da qual também é a presidente. Concorreu à presidência do país em 2011 e 2016 batendo na trave. 

Em 10 de outubro de 2018, Keiko foi presa preventivamente , no âmbito da Operação Lava-jato, sob a acusação de Lavagem de dinheiro.  A prisão foi solicitada pelo Ministério Público, que a acusou de receber ilegalmente dinheiro da Odebrecht em sua campanha à presidência em 2011. A ordem de prisão emitida pelo juiz Richard Concepción Carhuancho afirmou que Keiko liderava uma “organização criminosa no interior do partido Força 2011”, bem como que tal organização “tinha como objetivo obter poder político e, por consequência, ter um nível de influência e interferência no Poder Legislativo e no Poder Judiciário.”

Keiko arguiu ainda que se tratava de “perseguição política sem provas contra mim, estou privada de minha liberdade, com a cabeça erguida e o espírito intacto.”

Foi solta em 18/10/2018. Em decisão unânime, a corte anulou a prisão provisória pois a ordem de Carhuancho “não acrescenta ideias sobre as apresentadas pela Promotoria.”

Porém voltou a ser presa dias depois em 31/10/2018, sob a alegação que poderia fugir do país e não responder pelos crimes. Após um grande embate nos tribunais e na mídia, que incluiu uma greve de fome de seu marido em frente à penitenciária, Keiko foi solta e mais uma vez presa em 2020 sob o mesmo risco de fuga.

Em maio de 2020 pagou fiança no valor de US$20.500,00 e deixou a prisão pela terceira vez e preparando-se para concorrer pela terceira vez ao cargo a que tudo indica irá ocupar pelos próximos 5 anos no país vizinho.